A INSERÇÃO DOS IMIGRANTES VENEZUELANOS NO SETOR AUTOMOTIVO DE SOROCABA ENTRE 2014 E 2024
Palavras-chave:
Imigração, Brasil, Venezuela, Casa VenezuelaResumo
Esse artigo trata-se da pesquisa sobre a inserção dos imigrantes venezuelanos no mercado de trabalho brasileiro, especialmente nos últimos dez anos do setor automotivo do estado de São Paulo, na cidade de Sorocaba. A coleta de dados foi feita através de pesquisa sobre o assunto em jornais, revistas e mídias digitais, além de entrevistas com imigrantes venezuelanos sobre a sua inserção no mercado de trabalho brasileiro. Desde janeiro de 2017, quando o governo federal passou o monitorar o fluxo migratório, 1.092.467 imigrantes venezuelanos entraram no Brasil. A imigração venezuelana no Brasil foi motivada pelo cenário de crise vivido na Venezuela, que enfrenta um caos político, econômico e institucional. O país vive instabilidades no governo desde 2013. Uma realidade inumana, caracterizada por violência, fome, doença, pobreza, e repressão tem obrigado milhões de venezuelanos a procurar uma vida digna fora do seu país. Os venezuelanos fogem do desemprego, do sucateamento educacional, da escassez de alimentos e da instabilidade política. Há quase 10 anos, milhares de venezuelanos ainda cruzam a fronteira com o Brasil, pelo município de Pacaraima, em Roraima. Esta é a fronteira entre os dois países, os que entram por esta via terrestre são os mais vulneráveis segundo o site oficial da Casa Venezuela, uma organização civil, sem fins lucrativos, que promove a integração socioeconômica e cultural de venezuelanos vulneráveis no Brasil, que tem o objetivo de facilitar e otimizar o processo de integração socioeconômica dos imigrantes venezuelanos, que chegam ao Brasil fugindo da crise e a procura de uma vida com mais paz, dignidade e oportunidades. As principais áreas de ação da Casa Venezuela são a inserção laboral e sociocultural. Para isso contam com a parceria de outras organizações que atuam na área, do governo brasileiro e de países que apoiam a causa, bem como de empresas privadas. Também defendem os valores democráticos, com o respeito às liberdades individuais e aos direitos humanos.