O USO DE ESPÉCIES NATIVAS DE VALOR ECONÔMICO EM ÁREAS ESPECIAMENTE PROTEGIDAS
Palavras-chave:
Planejamento ambiental, Áreas especialmente protegidas, Bioeconomia, Biodiversidade, Produtos florestais não madeireirosResumo
A proteção da vegetação nativa e sua recomposição em ambientes antropizados,
especialmente em áreas rurais, são temas permeados de desafios e obstáculos. Estes
envolvem questões relacionadas a falta de conhecimento técnico e aos custos dos projetos
de restauração e a aspectos legais. Outro fator que compromete tais ações é a baixa
percepção dos benefícios gerados pela preservação de ambientes naturais e dos serviços
ecossistêmicos associados, gerando de forma recorrente ambientes altamente impactados.
Quando falamos em proteger e recompor tais ambientes temos o foco nas chamadas Áreas
de Preservação Permanente (APP) - margens de rios, lagos e nascentes em áreas rurais
que tem suas normas e regras de manejo hoje definidas pela Lei nº 12.651/2012, o Novo
Código Florestal. Entretanto, o cumprimento de tais obrigações é oneroso e geram perda
de oportunidade de ganhos uma vez que as áreas se tornam, a princípio, intocadas perante
a Lei. Dessa forma este estudo apesenta um modelo de restauração florestal que
contempla a possibilidade de exploração comercial de produtos florestais não madeireiros
(PFNM) de espécies nativas, em APP de áreas rurais. Neste foi proposto um modelo como
base no diagnóstico e planejamento ambiental onde foram avaliadas as exigências legais
da restauração florestal em áreas especialmente protegidas, suas alternativas de
intervenção e possibilidade de uso. Seu objetivo, é apresentar uma alternativa de uso de
tais áreas com base no uso econômico e sustentável de espécies da flora brasileira de valor
econômico, visando a alteração da percepção dos benefícios da manutenção de áreas
vegetadas, e paralelamente, busca explorar alternativas de geração de renda associadas ao
manejo sustentável e a conservação da biodiversidade.